Arte & Cultura, Destaque
CCBB abre exposição sobre Egito Antigo com múmias e sarcófagos
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 9 de outubro de 2019
Estreia no CCBB neste sábado, 12, a exposição "Egito Antigo: do cotidiano à eternidade". Entre as 140 peças vindas do Museu Egípcio de Turim - que possui o segundo maior acervo egípcio do mundo, perdendo apenas para o do Cairo - estão esculturas, pinturas, um livro dos mortos, sarcófagos e múmias.
A exibição é dividida em três seções: vida, religião e eternidade. A primeira sala, toda pintada de amarelo e que remete à forte ligação dos antigos com o sol, mostra o cotidiano das pessoas do vale do Nilo. Conforme a exposição evolui, o tamanho das relíquias aumenta e os ambientes vão ficando cada vez mais escuros, em alusão à morte e às crenças de vida eterna.

A segunda parte da exibição ilustra a relação dos egípcios com o politeísmo e, através de um ambiente em tons de verde - cor ligada ao renascimento e à regeneração - leva o visitante para dentro de um templo. Entre as relíquias, uma imponente estátua da Sekhmet, deusa egípcia com corpo de mulher e cabeça de leoa.
A terceira parte traz um ambiente com iluminação azul escuro, representando a escuridão noturna de quando a deusa Nut engolia o Sol. A associação é ao reino dos mortos e à eternidade. Neste trecho final, o visitante encontra múmias de animais, que eram considerados sagrados pelos egípcios, e uma múmia humana da 25ª dinastia.

Estela funerária de Mekimontu
Deir el-Medina, XVIII Dinastia (1550-1295 a.C.)
As tumbas são importantes elementos para entender as crenças funerárias dos egípcios. Os rituais envolviam a construção de uma porta falsa para que a alma pudesse sair e retornar ao túmulo; exército de Sabhtis, figuras que serviam para substituir o morto na execução dos seus afazeres; e olhos pintados nos sarcófagos, para que o morto pudesse enxergar o que acontecia no exterior de sua tumba.
Essa série de rituais atingiu sua máxima expressão com a mumificação, que era considerada uma proteção do corpo para continuar a vida após a morte. Os órgãos internos eram retirados, tratados e guardados, pois os egípcios acreditam que era preciso preservá-los para assegurar a vida eterna. O coração, considerado a casa da alma, era recolocado na múmia.
A mostra também conta com uma seção interativa, com um vídeo em 3D que permite percorrer lugares no Egito Antigo; e atividades lúdicas, como escrever o nome em hieróglifo e tirar fotos com a esfinge e o faraó.