Bem-Estar, Sustentabilidade
Agenda 2030: a diversidade que nos une
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 30 de junho de 2020
Sustentabilidade é interdependência
O que vamos fazer com o que foi feito de nós, por nós e para nós?
Nós, pronome da 1ª pessoa do plural. O que entendemos dessa pluralidade? O que define essa pluralidade? Entendemos como natural ou ameaça?
Será que temos medo do diferente, do que nos é estranho?
Pois bem, 28 de junho é dia do Orgulho Gay, que celebra a diversidade e pluralidade dos gêneros. A data é marcada pelo dia do enfrentamento às perseguições que ocorriam na época. E ainda ocorrem, a ponto de precisar ser celebrada para lembrar que sejam respeitados. O processo de desconstrução cultural é longo e exige resiliência física e mental dos que sofrem e diligência mental dos que devem aprender aceitar “o novo e o diferente”.
Logo, a inclusão nos soa paradoxal, pois igualdade é aceitar o diferente, e não fazer do outro nosso igual. Daí vem a diversidade das cores, todas potentes, vivas e que juntas criam novas harmonias. Só preto e branco é monótono e antinatural, observem as cores da Natureza.
Aceitar e defender a diversidade é compreender a sustentabilidade. Entender e ver a interdependência real que temos invisibilizado, há muito tempo, ainda que sem querer.
Os seres humanos encontram sua humanidade nas relações, nos encontros é que se cria a vida vivida que nasce e a vida vivida que se constrói.
Sustentabilidade é uma narrativa muito mais ampla do que discussão sobre como lidar com as mudanças climáticas ou sobre o uso da terra ou lixo nos oceanos. É condição para que um sistema permaneça vivo, fértil e com potência para construir justiça social.
Desenvolver uma sociedade com condições para permanência em abundancia distribuída é organizar um sistema capaz de suprir necessidades objetivas e subjetivas da geração atual e gerações futuras. É sobre “e” e não sobre “ou”.
Perceber a interdependência que nos une, hoje globalmente, é a chave para sermos humanos, sermos sustentáveis e dignos da humanidade que nos distingue dos outros animais.
Muitas desconstruções sociais e muitas feridas geracionais que ainda sangram precisam ser compreendidas. A tecnologia nos ajuda a nos sentir semelhantes nas nossas incertezas e vulnerabilidade.
Somos todos lagartas em transformação. Tornarmos borboletas é uma escolha, nada trivial.
Ninguém disse que seria fácil e nem sem dor. Mas que pode valer a pena.
O que fazer? FAÇA!
Uma nova Atitude mental é o novo “normal” que pluralizará nossa singular humanidade.
“Apenas faça, o impossível é nada”. Lagartas podem voar.
Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.
Foto: Freepik / Bedneyimages
Fotomontagem: @nucleoi
