Bem-Estar, Sustentabilidade
Agenda 2030: O lixo nosso de cada dia
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 14 de julho de 2020
Já sabemos que o vírus é cego à estrutura sócio-econômica que molda a cultura de cada um, o jeito que enxergamos e significamos pessoas e produtos, incluindo preconceitos que criam anomalias invisíveis no sistema social.
O vírus, então, deu visibilidade e alargou a nossa percepção sobre codependência e interdependência como seres sociais que vive em comunidade. Contudo, e o mais importante, é entender que esta desmascarada fragilidade da nossa espécie pode ser vencida por novos acordos sociais que constroem o que chamamos de civilização, palavra que inclui em sua semântica algum grau de expectativa por evolução.
Como evoluir a sociedade para que nos tornemos uma civilização global talvez seja a pergunta mais importante, divisora de águas, para nos direcionar em qual caminho daremos nossos próximos passos. Qual direção fica o “evoluir melhor”?
Para isso, entender e alinhar o que significa “evoluir melhor” é importante para definirmos nossas escolhas, diárias e eventuais. Esta coluna recomenda o alinhamento de acordo com os 17 objetivos da ONU. A partir dessa perspectiva temos buscado orientações e práticas que conversamos por aqui.
Temos que nos entender como seres que fazem parte da cadeia da vida, submissos às forças da Natureza, mas que temos a sorte de poder escolher individual e deliberadamente a consciência coletiva que nos unirá.
Se a razão-ciência não nos permite escapar da cadeia da vida, nem da sua seleção natural, usemos a razão para melhor viver, reacessando nossas relações com todas as outras formas de vida da Natureza: animal, vegetal e mineral.
A vida atual nos obriga a ficar mais em casa e dar conta de como nosso consumo diário produz resíduos. Na cidade do Rio de Janeiro são recolhidos pela Comlurb aproximadamente 11 mil toneladas de lixo, taxa paga no IPTU. E considerando os novos protocolos de convívio social que nos obriga ao uso de mais produtos descartáveis como máscaras, embalagens de álcool gel, comida que chega pelo delivery, etc...
Ressignificar o sentido da palavra “lixo” é urgente e fundamental para compreendermos que o descarte seletivo é responsabilidade do consumidor.
Recomendamos que o descarte seletivo seja feito da seguinte forma:
- Resíduos recicláveis
- Resíduos compostáveis
(Compostagem)
- Resíduos eletrônicos
- Rejeitos (lixo dos banheiros e
máscaras)
- Doações
Certifique-se que seu condomínio faz a coleta seletiva para o descarte seletivo dos apartamentos. Se informe, se envolva e engaje-se. Faça parte da solução.
Nossa Agenda é a Agenda Carioca pelos objetivos da Agenda Global 2030.
Foto: Martina Badini / Fonte: greenbiz.com
Fotomontagem: @nucleoi
