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O Brasil de Nelson: ‘Anjo Negro’ ganha montagem híbrida e virtual
Por Antonia Leite Barbosa | Publicado em 27 de outubro de 2020
O apego de Nelson Rodrigues ao cotidiano da sociedade revelou nos anos 50 o racismo que era negado com a obra "Anjo Negro" – ainda que acometido pelas noções estruturais da época, visto que o elenco era formado por atores brancos em blackface. Agora, em 2020, a peça “Anjo Negro”, considerada a versão brasileira do mito grego da Medeia, é revisitada com um olhar ainda mais apurado e ressignificado na montagem on-line de Antonio Quinet.
Em um sistema híbrido que une teatro, série e cinema, o espetáculo aborda a realidade do povo negro a partir de uma criança que morreu, a princípio, da mesma forma misteriosa que as outras. Entre cenas já gravadas e intervenções ao vivo, o público vai desvendando o mistério pelo olhar dos pais da criança, que vivem um relacionamento conturbado, em três atos distintos apresentados em momentos variados no decorrer da temporada.
Com ingressos à venda pelo site Sympla, "Anjo Negro" estreia neste sábado, dia 31, às 20h, e fica em cartaz até o dia 20 de novembro sempre às sextas e sábados.