Agendinha
‘Lulli, a gata aventureira’: novo livro infantil de Míriam Leitão celebra inclusão e coragem
Por Alessandra Carneiro | Publicado em 30 de junho de 2025
Míriam Leitão já explicou a inflação para adultos, desvendou os bastidores da economia brasileira, venceu dois prêmios Jabuti, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras e, agora, reafirma seu talento como autora de literatura infantil. Em “Lulli, a gata aventureira”, lançado pelo selo Rocquinho, da Editora Rocco, a jornalista parte de uma história real e delicada para abordar o que, no fundo, toda criança (e adulto) precisa ouvir: cada um tem seu tempo, sua forma de aprender e sua maneira única de ser.
A protagonista, Lulli, nasceu com uma condição rara, a síndrome Cri-du-Chat, ou Síndrome do Miado de Gato, nome que vem do choro característico dos bebês que têm a síndrome, causado por uma malformação na laringe. Mas, se no começo Lulli mia, depois ela ruge. Com coragem felina e muita imaginação, a personagem mostra que é possível traçar seu próprio caminho, mesmo quando o mundo insiste em esperar que todos sigam o mesmo.
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“Enquanto a gata borralheira espera o príncipe, Lulli vai à luta”, diz Míriam, em uma daquelas frases que sintetizam bem seu estilo: direto, poético e com uma pitada de subversão. O livro, ilustrado por Letícia Moreno, foge dos estereótipos e encontra beleza justamente naquilo que torna cada corpo, cada trajetória, única.
Com 40 páginas, o livro chega às livrarias por R$ 69,90, e reforça a fase criativa de Míriam fora das páginas do jornal e dos estúdios de TV. Depois de tratar de questões raciais e ambientais em títulos anteriores para crianças, ela segue ampliando as fronteiras da infância com histórias que dialogam com temas complexos sem abrir mão da leveza.