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‘Sérvulo Esmeraldo: Linha e Luz’: CCBB traz retrospectiva do artista cearense

Por Alessandra Carneiro | Publicado em 19 de abril de 2023

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) inaugura nesta quarta-feira, 19, mais uma importante exposição. "Sérvulo Esmeraldo: Linha e Luz" apresenta 113 obras do artista cearense, um dos mais importantes da arte brasileira. Essa é a primeira grande retrospectiva após seu falecimento, em 2017, aos 88 anos. A mostra fica em cartaz até 26 de junho.

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As obras expostas sintetizam sua enorme produção, com trabalhos de diversas dimensões em variados materiais. Potência gráfica, cromatismo intenso, objetos em movimento real ou virtual definem o talento e a inteligência do artista que deixou grande legado nas diversas linguagens por onde transitou.

Foto: Marco Rodrigues

A exposição, que conta com o apoio do Instituto Sérvulo Esmeraldo, de Fortaleza, traz desde pequenos trabalhos do artista, de sua história inicial, como gravador, como pesquisador da linha e das texturas, do plano e da bidimensionalidade, até a sua transposição para o espaço tridimensional.

A curadoria é de Marcus de Lontra Costa e Dodora Guimaraes Esmeraldo, viúva do artista e que está à frente do Instituto Sérvulo Esmeraldo.  

Quem foi Sérvulo Esmeraldo

Sérvulo Esmeraldo nasceu na cidade do Crato, no Cariri cearense. Como a maioria dos artistas da sua geração, iniciou seus trabalhos a partir da observação da paisagem. De imediato, interessou-se pelo movimento, pela transformação dos fenômenos da natureza, pela dinâmica dos corpos e pela dialética do saber. No Brasil, Sérvulo morou em Fortaleza, São Paulo, e no Rio de Janeiro. Mais tarde, por duas décadas, se instalou em Paris. Em meados da década de 1970, o artista retorna à Fortaleza e suas obras incorporam a cor e a monumentalidade.

“Diferentemente da tradição de austeridade do construtivismo modernista, Sérvulo Esmeraldo cria poesias com a sua ação geométrica. As suas esculturas se originam de profunda sensibilidade gráfica. Por isto elas são sempre desenhos nos espaços. Elas se articulam, se movimentam, elas são objetos cinéticos algumas vezes, elas são objetos da transparência, objetos da sedução e do encantamento. Sérvulo cria uma geometria feliz. Uma geometria poética e romântica”, diz Marcus de Lontra Costa.

(Fotos: Marco Rodrigues)

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